Adriana: O Recomeço como parte da trajetória de liderança
No Mês das Mulheres, Adriana compartilha reflexões sobre liderança, decisões de vida e o equilíbrio entre carreira, propósito e desenvolvimento de pessoas.
Nem sempre os momentos mais decisivos de uma carreira acontecem dentro da empresa. No caso da Adriana, a escolha que redefiniu sua trajetória veio justamente fora do ambiente corporativo — no nascimento da sua segunda filha.
Depois de quase dez anos em uma empresa consolidada no setor de nutrição animal, ela decidiu não retornar ao trabalho naquele momento. “Eu não queria iniciar a vida dela como iniciei a da minha primeira filha, com pouco tempo para me dedicar.”
A decisão, pessoal e ao mesmo tempo profundamente profissional, mudou completamente o rumo da sua carreira — e também a forma como passou a enxergar o trabalho e a liderança.

Ao longo da sua trajetória, Adriana construiu sua forma de liderar a partir de diferentes referências — algumas positivas, outras nem tanto. Mais do que seguir um modelo, foi nesse contraste que encontrou direção. “Acredito que somos muito moldados pelos exemplos que vemos, mas também pelos valores com os quais fomos criados.” Essa combinação se traduz hoje em uma liderança baseada em reciprocidade. “Fazer com os outros o que gostaria que fizessem comigo — e o contrário também é verdadeiro.” Entre erros, acertos e aprendizados, essa lógica se mantém como ponto de equilíbrio da sua atuação.

Foi com esse olhar que Adriana encontrou, na Aleris, espaço para evoluir como líder. À frente do departamento técnico, seu papel vai além do desenvolvimento de materiais ou da condução de pesquisas. O trabalho passa por interpretar cenários, questionar caminhos e contribuir diretamente para decisões estratégicas da empresa.
“Não é um departamento apenas de execução, mas de avaliação, questionamento, planejamento e ação.”
A proximidade com áreas como comercial e marketing reforça esse posicionamento, tornando o departamento uma parte ativa na construção da estratégia. “A construção deste espaço em conjunto vem principalmente da confiança que o Daniel, nosso CEO, depositou em mim desde o começo.” Segundo Adriana, isso a impulsionou a ter uma atuação mais conectada, colaborativa e orientada a gerar valor para o posicionamento da empresa no mercado.
Liderança feminina
Quando fala sobre liderança feminina, Adriana observa uma mudança que vai além da presença. O que se destaca, para ela, é uma forma de conduzir mais colaborativa, baseada em escuta e construção conjunta.
Dentro da Aleris, esse movimento se torna ainda mais visível: com muitas mulheres em posições de liderança, o ambiente passa a ser guiado menos por estereótipos e mais por competência e entrega. “No final, não se trata de liderar como mulher ou como homem, mas de liderar com propósito, responsabilidade e respeito pelas pessoas.“

Ao projetar o futuro, Adriana não fala apenas de resultados ou projetos, mas da forma como o trabalho é construído no dia a dia.
“Gostaria de contribuir para fortalecer uma forma de trabalhar baseada em conhecimento, colaboração entre áreas e decisões bem fundamentadas. Para mim, faz sentido fortalecer um jeito de trabalhar com transparência, abertura para aprender e vontade de fazer acontecer — é isso que sustenta boas trocas e decisões consistentes.”

Nesse contexto, seu olhar se volta principalmente para as pessoas. Desenvolver profissionais que levem essa forma de pensar adiante faz parte do legado que pretende deixar — junto com o fortalecimento de uma empresa reconhecida por ética, ousadia e resultados.
Ao refletir sobre carreira, Adriana retorna ao ponto que marcou sua própria trajetória: escolhas. Para ela, crescer profissionalmente envolve buscar conhecimento, ouvir pessoas mais experientes e construir relações de confiança — mas também manter autenticidade e clareza ao se posicionar. Liderar, nesse contexto, exige equilíbrio: “Saber ouvir, ter sensibilidade com as pessoas, mas também ter segurança para tomar decisões e assumir posições quando necessário.”

Se há avanços quando o tema é equidade, ainda existe espaço para evolução. Para Adriana, o desafio está menos no discurso e mais na prática: criar ambientes onde as pessoas possam se desenvolver e ser reconhecidas pelo que entregam. Quando isso acontece de forma natural, a diversidade deixa de ser esforço e passa a ser consequência — fortalecendo toda a organização.
Liderar, para mim, é ser exemplo sem imposição, caminhar junto em direção a um objetivo comum e construir um ambiente de liberdade com responsabilidade e confiança.








